Itaparica

 

Cenário e palco do romance Viva o Povo Brasileiro, do mais ilustre dos Itaparicanos, João Ubaldo Ribeiro.

 

Itaparica tem vocação natural para o turismo. É banhada de sol, cercada de mar e recifes, com 28 quilômetros de praias, uma bela vegetação tropical e um rico patrimônio cultural e natural. É a maior entre as 45 ilhas que pontilham a Baía de Todos os Santos, com 246 km² distribuídos em dois municípios: Itaparica (35 km²), no extremo Norte da  Ilha  e  Vera Cruz (211 km²)  a  Leste.  Vista de Salvador, a Ilha faz parte da paisagem no horizonte e é um quebra-mar natural que abriga o interior da Baía.


Os Tupinambás, tribo de índios antropófagos, foram os primeiros habitantes. O nome Itaparica vem do tupi e significa “cerca feita de pedras”, por causa dos arrecifes que contornam toda a costa da ilha. Uma segunda versão para o nome da ilha seria uma corruptela do chefe Tupinambá, Taparica, pai de Catarina Paraguaçu,  primeira figura feminina brasileira a entrar para a história do Brasil.
O primeiro Governador Geral do Brasil, Tomé de Souza, doou a ilha em sesmaria ao primeiro Conde de Castanheira, em 1552. O principal historiador da Ilha, Ubaldo Osório, conta que Itaparica foi a primeira localidade do Brasil a funcionar como destino turístico. Em 1553, 40 pessoas compuseram a comitiva de Tomé de Souza que visitou a Ilha.


Durante a última invasão holandesa os invasores chegaram a construir um fortim em frente à praia, onde hoje fica um píer da Marinha. No mesmo local, tempos depois, foi construída a fortaleza de São Lourenço, símbolo de bravura dos itaparicanos nas lutas pela Independência da Bahia.


Em 1763, Itaparica é incorporada aos bens da Coroa e  em 1788, por causa do protesto dos herdeiros, a Ilha foi entregue à Marquesa de Nísia. O desenvolvimento econômico chegou a Itaparica com a plantação da cana-de-açúcar, trigo e criação de gado, ainda no século XVI. Depois veio a pesca da baleia em escala industrial, a maior atividade econômica nos séculos XVII e XVIII. Antigos sobrados hospedaram, em curtas temporadas, os imperadores brasileiros D. Pedro I e D. Pedro II.

 

 

 

Centro Histórico:


A Fortaleza de São Lourenço, fica no extremo norte da Ilha, no local conhecido antigamente como Ponta da Baleia. Sua localização estratégica impedia o desembarque no único porto natural da Ilha, além de proteger e abrigar as embarcações que abasteciam a cidade através do Recôncavo ou da Barra do Jaguaripe. A primeira construção holandesa, foi de 1647. Quando os invasores se retiraram para Recife-PE arrasaram o forte que teve sua reconstrução iniciada em 1711; a Igreja de São Lourenço, padroeiro de Itaparica e a Igreja   Matriz do Santíssimo Sacramento são do século XVIII e situam-se na Rua da Matriz. Ao lado, na Pracinha dos Tamarindeiros ou Largo da Quitanda, como era tradicionalmente conhecido, fica o sobrado Tenente João das Botas, figura de destaque na Batalha do Funil contra os portugueses,  abriga no térreo, o Centro de Artesanato, que oferece o legítimo artesanato de búzios e conchas da Ilha.  Mais adiante, na praça Nossa Senhora da Piedade, o sobrado Monsenhor Flaviano, do final do século XVIII, hospedou os imperadores D. João VI  em 1808    e   D. Pedro II  em 1859.

 


Fonte da Bica:


É famosa por sua “água fina que faz velha virar menina”. Foi construída em 1842 e oficializada como Estância Hidromineral em 1937, única do país à beira-mar. A água possui indiscutíveis propriedades medicinais em sua composição. Diurética e digestiva, a água é utilizada com sucesso nos distúrbios gastrointestinais, litíases renais e biliares, colites, angeo-colites e polinevrites. A nascente fica oculta no morro de Santo Antônio.

 

Dica:


Leve um copo para beber água na Fonte, principalmente após as refeições.
A partir do Centro Histórico andando ou de automóvel a Fonte fica no final do Cais Oeste  na  Av. 25 de Outubro.

 

Praia do Forte e do Boulevard:


Junto ao Forte de São Lourenço, são as únicas praias do centro urbano. A Praia do Forte é pequena  em extensão, oferece apenas   dois  quiosques  e  tem um declive abrupto para um canal (por onde já passou o navio que fazia a linha Salvador – Itaparica, antes do advento do sistema ferry-boat). A praia do Boulevard fica completamente seca na maré baixa e é frequentada quase que exclusivamente por veranistas.

 

Praia da Ponta do Mocambo:


Deserta  e  de acesso difícil,  pois  não há prática de  transporte público para esse destino. O que se pode ver é uma vila de pescadores com manguezal bem próximo  e a pequena área de praia  fica ao lado do mangue . O  acesso pode  ser de carro ou de barco a partir de Itaparica.

 

Ponta de Areia:
Localizada dentro da Baía de Todos os Santos  e  considerada a número um da Ilha, a  praia Ponta te Areia está  a 2,5km do centro de Itaparica e é muito indicada para todo público, porém em especial as  crianças e  os idosos, pois oferece águas mornas e tranquilas, rasa e quase sem ondas. Muito frequentada por turistas especialmente os que chegam de escuna. Dispõe de razoável infra estrutura, pois os  leitos de Itaparica estão nesta praia, recheada  de pousadas, hotéis, restaurantes e barracas de praia  em  número  bastante  expressivo. O transporte público passa em frente a praia.  Encontra-se   também  caiaques e  banana-boat  para o passeio. Na região de Ponta de Areia está sediada a casa mais importante do candomblé dos Eguns (antepassados).

 

Dica:
Pode-se caminhar ou  pedalar  pela praia na maré baixa, praticar  esportes náuticos, pescar, mergulhar, andar de Jetski etc.  O acesso, para quem vem da capital Salvador,  através de sistema Ferry Boat,  se dá através da Avenida Beira-mar, são 6km partindo do Terminal de Bom Despacho.

 

Amoreiras:


Continuação da praia de Ponta de Areia, porém para quem  vem após o desembarque no Terminal de Bom despacho, Amoreiras está antes de Ponta de Areia.  Na bela orla, a pracinha tem bares com mesinhas e comércio de peixe e caranguejo frescos.  Os  quiosques à sombra das amendoeiras  na pracinha, oferecem batidas de frutas tropicais, cerveja gelada e tira-gostos de frutos do mar. Esqueletos de velhos saveiros dão o testemunho de muitas histórias de pescadores.

 

Porto do Santo:


Conta a tradição oral que no século passado, um preto velho e cego chamado Venceslau passou a enxergar após lavar o rosto no riacho. O local passou a ser considerado sagrado.        A principal atração é a Fonte dos Milagres, uma nascente em meio a vestígios de Mata Atlântica. Uma trilha limpa e bem conservada leva até uma clareira, onde há uma capela de pedras, quiosques e bancos de cimento. Seguindo a trilha além da fonte, subindo o morro, chega-se a Amoreiras. No verão, o rio Milagre seca, mas o local continua frequentado. Os visitantes refrescam-se no riacho e fazem oferendas, orações e pagam promessas. Na parte mais alta existe um cruzeiro e diversas árvores sagradas do candomblé.

Como Chegar:


Acesso pela avenida Beira-mar que liga Ponta de Areia a Bom Despacho pela praia. Em Porto do Santo a rua Verão, próxima ao Terminal de Bom Despacho, é o único acesso à Fonte dos Milagres. Vai-se de carro até o campo de futebol e  daí  em diante, a  pé por uma trilha de aproximadamente 500 metros.

 

Artesanato:                                                                                                                                                    

O imponente sobrado Tenente João Botas abriga, no térreo, o Centro  de Artesanato  de Itaparica, que oferece trabalhos em búzios e conchas (colares, sandálias, pentes), além de cinzeiros de madeira, chapéus de palha, brinquedos, bijuterias, roupas, perfumaria etc.

 

Folclore:


Caboclos Guaranis – grupo de índios que se apresenta durante os festejos pela Independência encenando as lutas contra os portugueses.

 

Culinária:


Mariscada e moquecas, pratos da culinária afro-baiana à base de camarão, polvo, lula, siri-mole, siri catado, ostra, chumbinho e peixes.


B A Í A   DE   T O D O S    OS    S A N T O S:


A maior e uma das mais belas baías da costa brasileira, a Baía de Todos os Santos, encanta a todos que a visitam pelo grande número de ilhas tropicais, com praias e vegetação paradisíacas, e pela extrema riqueza histórica de seu cenário, pontilhado de igrejas, fortalezas, belos solares coloniais e sedes de fazendas. Já foi, nos séculos XVII e XVIII, o maior porto marítimo do Hemisfério Sul.
Em seus 1100 quilômetros quadrados, abriga 56 ilhas, recebe as águas doces de inúmeros rios e riachos, além de ter debruçada em seu entorno a primeira capital do Brasil e a maior do Nordeste, Salvador da Bahia, e mais de dez municípios.

 


Ilha  de  Itaparica


Acesso: partindo  da  capital, através do Terminal de São Joaquim, toma-se  um navio,  Ferry Boat ou Catamarã até o terminal de Bom despacho na Ilha de Itaparica.  


É a maior ilha da Baía de Todos os Santos e um dos referenciais turísticos do Estado. Possui um potencial extraordinário de recursos naturais, guardando recantos de grande beleza natural, situados em lugares bucólicos, de extrema beleza. Possui também seus dotes da terra, como sua água mineral, com características hipotermal e francamente radioativa. Passou a ser considerada Estância Hidromineral em 1937. Na parte voltada para o oceano, apresenta uma cadeia de recifes, numa extensão de 15 Km, formando piscinas naturais, ótimas para banho.
A ilha foi emancipada de salvador em 8 de agosto de 1833 e elevada à cidade em 30 de julho de 1962. Depois foi desmembrada, passando a ter dois municípios: Itaparica e Vera Cruz.
Itaparica fica com os povoados de Porto Santo, Manguinhos, Amoreiras e Ponta de Areia.


Vera Cruz fica com os povoados da Penha, Barra do Gil, Coroa, Barra do Pote, Conceição, Barra Grande, Tairú, Aratuba, Berlinque e Cacha Prego, além da sede do município, conhecida como Mar Grande.
Ilha de Maré


Acesso: carro ou ônibus até o terminal de São Tomé de Paripe, de onde saem barcos diariamente de hora em hora, das 8h às 18h. Parece ser um pedacinho do planeta esquecido pelo tempo. Mesmo estando localizada próximo a salvador – 20 minutos de barco – o povo da ilha cultiva hábitos antigos e vive basicamente da pesca e do artesanato. É um local ainda primitivo com belas praias e vilas de casinhas à beira-mar. Os três maiores povoados, Santana, Itamoabo e Praia Grande, são também as melhores praias. Em todas, porém, há presença de pedras e mangues. A Praia das Neves tem águas límpidas, mar calmo e vegetação ao longo da costa.


Entre os atrativos culturais estão as igrejas Senhora Santana, do século XIX, e Nossa Senhora das Neves, construída no século XVI.

 


Ilha de Madre de Deus:


Acesso: carro ou ônibus no Terminal Rodoviário de Salvador. Dista 70 Km de Salvador.
É um município de grande importância, devido a existência do terminal marítimo da Petrobrás. Pertencem ao município a ilha de Maria Guarda e a Praia do Suape, de onde se tem uma bela vista de Salvador. Da arquitetura civil destacam-se, no alto da Matriz, as casas de Pedro Gomes e de Laudelino Pinheiro, e na praia do Suape a Casa dos Dois Leões e a de Antônio Balbino, todas da segunda metade do século XIX, assim como a Igreja Matriz de Nossa Senhora Mãe de Deus.

 


Ilha  do  Medo:


É a primeira Estação Ecológica da Baía de Todos os Santos, tombada oficialmente por lei municipal de 1991. A vegetação predominante é a restinga com exuberante bosque de árvores de mangue. A ilha é envolta de mistérios e lendas, a começar pelo próprio nome. Ao antigos dizem que o lugar foi assim batizado por ter ficado assombrado depois de abrigar um asilo, para onde eram levados doentes terminais de lepra e de cólera-morbo. Outra lenda conta que um padre da comarca de Itaparica, teria recebido dinheiro para celebrar missa e não o fez. Após sua morte, sua alma passou a residir na ilha e convidava pescadores que passavam pelo local para assistir à celebração da missa. Contam também que os negros faziam trabalhos de candomblé para amedrontar os brancos da região, e para afastar os negros, os jesuítas teriam colocado gatos selvagens na ilha. Verdade ou não, ainda hoje a Ilha do Medo, que continua desabitada, é povoada por gatos.

 


Ilha dos Frades:


Acesso: até Madre de Deus  de  carro ou  ônibus. De  lá  atravessa-se  em barcos alugados até a   Ponta de nossa Senhora (Ilha dos Frades), com preços a combinar.
É uma das menores ilhas da Baía de Todos os Santos, e também uma das mais importantes do ponto de vista paisagístico. Dona de exuberante floresta atlântica, conta com milhares de árvores nativas, inclusive pau-brasil. Tem a forma de uma estrela de quinze pontas e em cada extremidade está cada uma de suas belas praias. É também considerada uma Reserva Ecológica, com tombamento municipal aprovado em 1982.
Na ilha se encontram as ruínas de um lazareto, de um armazém onde os escravos chegados ficavam de quarentena, de um entreposto onde os escravos engordavam antes de serem vendidos, de uma casa de farinha, além de duas pequenas igrejas: a de Nossa Senhora do Loreto e a de Nossa Senhora de Guadalupe.
Na Ponta de Nossa Senhora, há poucos quiosques  de praia que servem bebidas e petiscos, especialmente lagosta ferventada. Além desta, são muitas as praias, como Paramana, Loreta, Viração, Tobar e Praia da Costa.

 


Bom Jesus dos Passos:


Acesso: carro ou ônibus até Madre de Deus e atravessa em barcos alugados.
Situa-se entre as Ilhas de Madre de Deus e dos Frades. A chegada de barco oferece um belo visual com a ponta de atracação e a Igreja Bom Jesus dos Passos. A vegetação é densa e a vila bastante florida. Vale a pena o desembarque para andar nas ruas sossegadas, onde a população vive basicamente da pesca e da carpintaria. É interessante visitar o Solar dos Duarte, as fontes da Rua, do Porrãozinho e Grande, e a capela de Nossa Senhora da Conceição. A culinária é a base de peixes e mariscos. A ilha oferece duas praias próprias para banho, a do padre e a da Pontinha.


ILHA BIMBARRAS:


Acesso: de barco ou escuna particular.
Distante de Salvador 17 milhas náuticas, está consolidando a implantação de um projeto de turismo náutico na Baía de Todos os Santos. O Projeto Ilha Bimbarras é um exemplo de preservação da mata Atlântica, baseado no princípio do equilíbrio existente em todo ecossistema, onde o homem deve não somente ocupá-lo de forma racional, mas recuperá-lo e preservá-lo. Esse projeto caracteriza-se por sua auto-sustentação, abrangendo um conjunto de atividades ligadas ao turismo de baixa densidade, associadas ao funcionamento de uma fazenda inteiramente produtiva no centro da ilha, com exploração pecuária, cultivo de árvores frutíferas tropicais e maricultura.

 


ILHA MATARANDIBA:


Acesso: de barco ou escuna particular.
Situa-se bem próxima à ponte do Funil, que liga a ilha ao continente. Tem à sua frente a cachoeira de Tororó, em Itaparica, com acesso apenas pelo mar. Se constitui numa parada obrigatória para iatistas e velejadores que navegam na contra-costa de Itaparica.

 


PONTA DO GARCÊS:


Acesso: de barco ou escuna particular.
Importante atrativo da Baía de Todos os Santos, limita a Baía ao Sul. Possui 8 km de praias, onde situam-se a foz do Rio Jaguaripe a Lagoa dos Garcês, e em suas matas há espécies de bromélias azuis, vermelhas e amarelas, além de espécimes raros de lobo-guará e porco-do-mato.
Fonte: Wikipedia, Bahiatursa  

      Programação